
Indicações de leituras, comentários de obras literárias e afins.
quarta-feira, 27 de maio de 2020
SERMÕES - PADRE ANTONIO VIEIRA

terça-feira, 26 de maio de 2020
A FALÊNCIA

sexta-feira, 22 de maio de 2020
O ESPELHO - MACHADO DE ASSIS
MACHADO DE ASSIS
CONTO: "O ESPELHO"
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Aos 25 anos, Jacobina foi nomeado Alferes da Guarda Nacional, o que lhe garantiu uma mudança significativa de status. Sua família passou a elogiá-lo e a se orgulhar dele, e agora era o “Sr. Alferes”. Um dia sua tia Marcolina o chama para ir até o sítio onde ela morava. Por conta do status de seu sobrinho, ela lhe oferece um grande espelho, proveniente da Família Real Portuguesa e melhor mobília da casa, e o coloca no quarto destinado a Jacobina. A partir de então tudo mudou em sua vida. A percepção que tinha de si mesmo passou a ser aquela que outros tinham dele, e a pessoa que Jacobina era não mais existia.
Pouco tempo depois de chegar ao sítio, Marcolina saiu de viagem. Aproveitando a ausência dela, os escravos fugiram e Jacobina viu-se sozinho no sítio. Assim, passou os dias perdido nas sombras da solidão e angustiado por ter perdido a sua “alma exterior”, fruto da imagem que os outros faziam dele. Em certo momento ele decide olhar o espelho e percebe que a imagem ali refletida estava corrompida e difusa, assim como a imagem que ele fazia de si mesmo na ausência dos outros.
Não conseguindo enxergar a si mesmo com nitidez, Jacobina resolve vestir sua farda e olhar-se no espelho. Dessa vez a imagem refletida era nítida e com clareza de detalhes e contornos. Recuperando, assim, a “alma exterior” que preenchia sua “alma interior”, Jacobina conseguiu evitar a solidão nos dias que se passaram.
Terminado o relato de sua história, Jacobina vai embora e deixa seus amigos em um silêncio reflexivo.
quinta-feira, 21 de maio de 2020
SOBREVIVENDO NO INFERNO
RACIONAIS MC

1 A chamada “fase racional” de Tim Maia está relacionada ao momento em que ele está influenciado pela leitura do livro Universo em Desencanto, que versa sobre um mundo denominado Superior Racional, para onde a humanidade deveria se direcionar a partir dos conhecimentos professados por essa leitura. Nessa fase Tim Maia lança dois volumes do disco Tim Maia Racional (1975/1976), com canções cujas letras pregam ensinamentos da cultura racional.
ISBN: 978-85-7979-060-7
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quarta-feira, 20 de maio de 2020
SONETOS

Luís de Camões (1524-1580) foi um poeta e soldado português, considerado o maior escritor do período do Classicismo. Além disso, ele é apontado como um dos maiores representantes da literatura mundial.
Autor do poema épico “Os Lusíadas”, revelou grande sensibilidade para escrever sobre os dramas humanos, sejam amorosos ou existenciais. Pouco se sabe sua vida, portanto, o local e os anos de nascimento e morte ainda são incertos.
Biografia de Camões
Filho de Simão Vaz e Ana de Sá, Luís Vaz de Camões nasceu em Lisboa por volta de 1524. Provavelmente teve uma boa e sólida educação, na qual aprendeu sobre história, línguas e literatura.
Estudos indicam que ele era indisciplinado e que supostamente teria ido à Coimbra para estudar. No entanto, não há registros de que ele tenha sido aluno da Universidade.
Ainda jovem, interessou-se pela literatura iniciando sua carreira literária como um poeta lírico na corte de Dom João III. Muitos historiadores dizem que nesse período Camões teve uma vida muito boêmia. Na altura, também passou por uma desilusão amorosa, momento em que decidiu tornar-se um soldado.
Assim, ingressou no Exército da Coroa Portuguesa em 1547 e, no mesmo ano, embarcou como soldado para a África. Foi ali que Camões perdeu o olho direito.

Em 1552, ele volta a Lisboa e continua com sua vida boêmia e de promiscuidade. No ano seguinte, embarca para as Índias, onde participa de várias expedições militares.
Estudos apontam que ele foi preso tanto em Portugal, quando no Oriente. Foi durante uma de suas prisões que ele escreveu sua obra mais conhecida: Os Lusíadas, poema épico, que canta os feitos dos navegadores portugueses em direção às Índias e são igualados às façanhas de heróis da Antiguidade greco-latina.
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PDF DE "OS LUSÍADAS": CLIQUE AQUI
Quando retornou a Portugal, resolveu publicar sua obra. No momento, recebeu uma pequena quantia em dinheiro do Rei Dom Sebastião. Muitas vezes incompreendido pela sociedade, Camões se queixou pelo pouco reconhecimento que teve em vida. Foi somente após sua morte que sua obra passou a ser foco das atenções.
Hoje, ele é considerado um dos maiores escritores de língua portuguesa e ainda, um dos maiores representantes da literatura mundial. Seu nome é conhecido em todo o mundo e é usado em diversas praças, avenidas, ruas e instituições.
terça-feira, 19 de maio de 2020
O ATENEU
Biografia de Raul Pompéia
Em 1873, com 10 anos de idade, mudou-se com a família para a cidade do Rio de Janeiro, onde foi matriculado como interno no Colégio Abílio, dirigido por Dr. Abílio César Borges, Barão de Macaúbas. Nessa escola, redige e ilustra o jornal "O Archote". Em 1879 ingressou no Colégio Pedro II onde concluiu os estudos secundários.
Carreira literária
Em 1880 publicou seu primeiro romance Uma Tragédia no Amazonas. Em 1881, matriculou-se na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco em São Paulo. Participou dos movimentos abolicionistas e republicanos.
Em 1883 publicou As Joias da Coroa, de nítida conotação anti-monarquista. Em 1885, junto com outros colegas, transfere-se para a Faculdade de Direito do Recife, onde fervia os ideais abolicionistas e republicanos e lá termina o curso.
Atividade jornalística
Nesse mesmo ano, começa a escrever na Gazeta de Notícias uma seção de crítica de arte. Desenvolve intensa atividade jornalística a favor da mudança do regime. Em 1890 participou ativamente dos debates políticos dos anos iniciais da República.
Em 1890, assume o cargo de secretário da Academia de Belas Artes e no ano seguinte passa a lecionar na Escola Nacional de Belas Artes.
Em 1892 envolveu-se em acirradas polêmicas. Levava uma vida agitada, com inimizades e crises depressivas. Ofendido por Olavo Bilac desafia-o para um duelo, que não chegou a ocorrer por interferência dos padrinhos.
Em 1894 foi nomeado, pelo Marechal Floriano Peixoto, diretor da Biblioteca Nacional. Em 1895, discursa no funeral de Floriano Peixoto, onde suas palavras são vistas como desacato ao Presidente Prudente de Morais, provocando sua demissão da Biblioteca Nacional.
Morte
Profundamente descontente e amargurado, humilhado pela indiferença com que os jornais tratam seus artigos, vê publicado "Um louco no cemitério". Sem encontrar um jornal que desse espaço para sua resposta, profundamente deprimido, suicida-se com um tiro no coração.
Raul Pompéia morreu no dia 25 de dezembro de 1895, em plena noite de Natal.
Raul Pompéia escreveu crônicas, cantos, poemas e três romances. A maior parte de sua produção literária ficou nos jornais em que colaborou.
Obras de Paul Pompéia
Romance
- Uma Tragédia no Amazonas (1880)
- O Ateneu (1888)
- As Joias da Coroa (1888)
Poesia
- Canções Sem Metro (1900)
IN:https://www.ebiografia.com/raul_pompeia/
PARA SABER MAIS:
https://www.infoescola.com/biografias/raul-pompeia/
https://www.portaldovestibulando.com/2017/07/o-ateneu-cronica-de-saudades-analise-da.html

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O ATENEU:
Obra de Raul Pompéia publicada em 1888, O Ateneu narra o percurso de Sérgio pelo colégio interno Ateneu, localizado no bairro Rio Comprido, no Rio de Janeiro. Antes de entrar para o internato, Sérgio já havia passado por um externato e por um professor particular. Porém, a sua experiência de ingressar no colégio é um marco do fim de sua infância e início de sua maturidade, deixando para trás a proteção materna em busca de uma educação moral. Era esse um objetivo, se não o maior, do colégio dirigido pelo pedagogo Sr. Aristarco.
Antes do ingresso, Sérgio e seu pai foram visitar o diretor. Ao chegar lá, conheceram também D. Ema que pediu para Sérgio cortar os cabelos, como despedida dos laços maternos. Pois, apesar do colégio de ser a extensão do lar, ele tem por objetivo a educação moral e disciplinada dos alunos. Ao ingressar na sala, o narrador descreve a primeira impressão dos alunos. Orientado pelo professor, Sérgio senta-se ao lado do bom aluno Rebelo, com quem teve seu primeiro contato. Ao ser apresentado a sua turma à frente pelo professor, Sérgio acaba sofrendo um desmaio. Ele passa a caminhar pelo pátio e fazer observações sobre alunos, sobre o espaço físico, sobre a disciplina do colégio. Durante uma aula de natação, Sérgio acaba se afogando e Sanches o salva. Começa a partir de então uma amizade entre os dois. Sérgio busca um protetor para si. Como bom aluno que era o Sanches, Sérgio passa a fazer suas lições com ele. Porém, um envolvimento mais íntimo é percebido pelo Sérgio, e os dois brigam. Sérgio começa então a tirar notas baixas e o diretor expõe esse resultado a todos.
Após a briga, Sérgio anda um tempo sozinho e acabou por se tornar amigo de Franco, que era sempre castigado. Por vingança, Franco resolve jogar lascas de vidros na piscina, e Sérgio observa tudo. Com remorso, vai para a capela rezar. Não acontece nada com os alunos, mas Sérgio acaba sendo castigado por ter dito que estava colhendo no jardim de noite, na hora em que Franco jogou as lascas. O diretor chama então Franco e Sérgio de peraltas na frente de todos.
Sérgio aproxima-se então de Barreto, um amigo beato, e conversa sobre Deus e o temor a ele. Influenciado por Barreto, Sérgio reza, faz jejum, mas mesmo assim tira nota baixa. Revolta-se contra Deus. Após o afastamento de Barreto, decide seguir sozinho e almeja o cargo de vigilante, pois assim não precisaria da ajuda de Deus ou de amigo algum. Nesse momento, um jardineiro do Ateneu mata outro funcionário por uma briga em razão de Ângela. Bento Alves imobiliza o assassino no momento de fuga. Os dois tornam-se amigos íntimos e inseparáveis; leem juntos poesias, livros, histórias. Chegam as férias e Bento vai visitar Sérgio em sua casa. Após a volta às aulas, os dois brigam, sem motivo algum. Porém, no calor da briga, Sérgio acaba por agredir também o diretor. Bento sai do Ateneu.
Sérgio conhece então Egbert, intitulado pelo narrador como seu único amigo verdadeiro, uma vez que era uma amizade sem interesses, apenas alicerçada em admirações sinceras. Egbert sempre tirava boas notas, e por essa razão foi convidado junto com Sérgio para um jantar na casa de Aristarco. Nesse jantar, D. Ema estava lá e Sérgio recebeu muitas carícias dela, reafirmando um amor platônico. Após esse acontecimento, ele sente-se homem e resolve se afastar de Egbert. Paralelamente, Franco morre de uma doença misteriosa, ocasionada por maus tratos no colégio.
Há então na escola uma solenidade onde o Aristarco recebe um busto em cobre. Dividido entre o orgulho e uma competição com o busto, Aristarco o recebe orgulhosamente. Porém, no desfecho do livro, acontece um incêndio, provavelmente provocado por Américo e a escola tem o seu fim. Sérgio fica na casa do diretor recebendo carinhos de D. Ema.
ANÁLISE:
O narrador da obra O Ateneu é um narrador adulto que , sendo personagem enquanto criança, passou dois anos de sua infância no internato. Aproximando-se da história pessoal de vida do seu autor, Raul Pompéia, podemos afirmar que essa obra possui traços de pessoalidade do autor e de identificação. Ao narrar os fatos passados enquanto adulto, o narrador é emotivo e através de sua memória, expressa percepções e análises sobre os personagens de sua ruim estadia no internato. Há um distanciamento de idade, onde os sentimentos do adulto muitas vezes se confundem com as inseguranças da criança, porém há valores e críticas à sociedade que são provenientes às percepções de um adulto. A descrição que acompanha o narrador é uma descrição permeada de críticas à sociedade, ao modelo de internatos existentes no século XIX.
O livro não possui um enredo preenchido por acontecimentos inusitados, intrigas, ações, romances como é de se esperar das obras que conhecemos. Pode-se até afirmar que ele não possui enredo. O que acontece no livro são análises acerca dos alunos e da escola, críticas e impressões que são detalhadas no livro com características até mesmo científicas, ou psicológicas. Sendo assim, apesar de ser enquadrada no movimento de Realismo – Naturalismo, o livro possui traços do expressionismo, impressionismo, simbolismo, dentre outros. Diferente das obras pertencentes ao Realismo, O Ateneu não possui uma objetividade e uma imparcialidade. Até mesmo porque sendo o narrador também personagem, isso não seria possível. Como uma característica do Naturalismo, também há no livro um instinto para a homossexualidade, em que Sérgio nas suas relações de amizades com seus amigos meninos, descreve-os com uma relação íntima e uma intenção amorosa.
O livro possui como subtítulo a irônica frase “Crônicas de saudades”. Além do livro não ser composto por crônicas, o narrador demonstra ter recordações ruins, de raiva e vingança, bem longe do sentimento de saudade. Através dos castigos narrados, dos maus tratos, da hipocrisia, o narrador faz uma crítica à sociedade que, como no Ateneu, vence sempre o mais forte e os fracos procuram protetores. Porém, não os encontrando, acabam por sofrer com as injustiças do sistema.
PERSONAGENS:
PERSONAGENS:
Sérgio: personagem principal. Entra aos 11 anos no internato Ateneu e ali tem várias experiências que são narradas no livro.
Aristarco: diretor do colégio e pedagogo reconhecido por suas obras. Ao mesmo tempo em que é rígido, possui uma alma paternal.
D. Ema: esposa de Aristarco. Sérgio nutre um amor platônico por ela.
Professor Mânlio: Primeiro professor de Sérgio.
Rebelo: primeiro amigo de Sérgio. É bondoso e um ótimo aluno. Ajudou Sérgio nas lições.
Sanches: à primeira vista, é considerado antipático por Sérgio, salva ele de um afogamento e os dois tornam-se amigos.
Barbalho: aluno indisciplinado com quem Sérgio tem uma briga.
Ribas: menino feio, que cantava músicas religiosas singelamente.
Ângela: funcionária espanhola do colégio. Moça bonita desejada por todos.
Egbert: considerado o único amigo verdadeiro de Sérgio, que o admirava pela sua beleza.
Bento Alves: bibliotecário com quem Sérgio teve uma íntima amizade. Sai do colégio por uma briga que teve com o Sérgio.
Américo: aluno que entra no colégio obrigado pelo pai e que provavelmente é o responsável pelo início do incêndio.
IN: http://educacao.globo.com/literatura/assunto/resumos-de-livros/o-ateneu.html
AUDIOLIVRO:
COMENTÁRIOS SOBRE A OBRA:
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