quarta-feira, 27 de maio de 2020

SERMÕES - PADRE ANTONIO VIEIRA

PADRE ANTONIO VIEIRA
Sermões eBook de Padre António Vieira - 9789898392824 | Rakuten Kobo





Sermões selecionados: 

(1) Sermão de Quarta-feira de Cinza – Ano de 1672; 
(2) Sermão de Quarta-feira de Cinza – Ano de 1673, aos 15 de fevereiro, dia da trasladação do mesmo Santo; 
(3) Sermão de Quarta-feira de Cinza – Para a Capela Real, que se não pregou por enfermidade do autor.

LINK DOS SERMÕES DO PADRE ANTONIO VIEIRA CLIQUE AQUI

ANÁLISE DOS SERMÕES NO LINK ABAIXO:


BARROCO:

VIDEOAULAS:




terça-feira, 26 de maio de 2020

A FALÊNCIA

JULIA LOPES DE ALMEIDA

Júlia Valentim da Silveira Lopes de Almeida nasceu no Rio de Janeiro, em 24 de setembro de 1862 e morreu na mesma cidade, em 30 de maio de 1934. Era filha de Valentim José Silveira Lopes, médico e professor, e de Antonia Adelina Lopes.  Casou-se com Filinto de Almeida, poeta português, em 28 de novembro de 1887, em Lisboa.  Aos 24 anos escreveu seu primeiro livro intitulado Traços e Iluminuras, publicado em Portugal.  Seu romance A Casa Verde foi publicado em folhetins no Jornal do Commercio.


Defensora da educação feminina, do divórcio, da abolição do regime escravocrata, escrevia para periódicos dedicados e editados por mulheres, como A Mensageira e a Única, e em revistas e jornais de grande circulação, como O Quinze de Novembro, Kosmos, O Pauiz, A Gazeta de Notícias e A Semana. . Publicou A Família Medeiros, em 1892, A Viúva Simões, em 1897, Eles e elas, em 1910. Lançou ainda A Silveirinha, em 1913, Pássaro tonto, em 1934, Correio da Roça, em 1913, entre outros livros. A Falência, Memórias de Marta e Livro das noivas eram obras de cunho educativo, contendo conselhos e lições femininas com objetivos morais e econômicos.  Publicou também literatura infantil : Contos infantis, em 1886 – escrito com sua irmã Adelina Lopes Vieira –, Histórias da nossa terra, em 1907, A Árvore, em 1916, Era uma vez, em 1917 e Jornadas no meu país, em 1920.Com uma linguagem leve, simples, cativou seu público: escreveu e publicou mais de 40 volumes entre romances, contos, narrativas, literatura infantil, crônicas e artigos. Foi abolicionista e republicana além de mostrar, em suas obras, idéias feministas e ecológicas.



PARA SABER MAIS:



Foto 1 - Livro - A falência

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VIDEOAULAS:






COMENTÁRIOS SOBRE A OBRA "A FALÊNCIA"
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sexta-feira, 22 de maio de 2020

O ESPELHO - MACHADO DE ASSIS

MACHADO DE ASSIS

CONTO: "O ESPELHO"

ESBOÇO DE UMA NOVA TEORIA DE DA ALMA HUMANA

Amazon.com.br eBooks Kindle: O Espelho (Contos de Machado de Assis ...


PARA BAIXAR O CONTO CLIQUE AQUI

OBSERVAÇÃO: LEIAM O CONTO  ORIGINAL, VALE A PENA, SÃO SEIS PAGINAS! 






VIDEOAULAS





AULA INTERDISCIPLINAR ENTRE LITERATURA E FÍSICA.
TEMA : CONTO "O ESPELHO" E O OBJETO ESPELHO
VALE A PENA CONFERIR!




Resumo:
Jacobina é um homem de 45 anos e de origem humilde, que conseguiu subir na vida por conta de uma nomeação a um posto militar. Certo dia estava com mais quatro amigos em uma casa debatendo sobre a alma, o universo e outros assuntos. Jacobina, porém, mantinha-se calado e parecia não estar muito interessado no assunto. Quando um dos presentes exige que ele dê sua opinião, Jacobina diz que irá contar um episódio de sua vida. Ele pretendia defender sua teoria de que cada pessoa possui duas almas: uma exterior e outra interior.

Aos 25 anos, Jacobina foi nomeado Alferes da Guarda Nacional, o que lhe garantiu uma mudança significativa de status. Sua família passou a elogiá-lo e a se orgulhar dele, e agora era o “Sr. Alferes”. Um dia sua tia Marcolina o chama para ir até o sítio onde ela morava. Por conta do status de seu sobrinho, ela lhe oferece um grande espelho, proveniente da Família Real Portuguesa e melhor mobília da casa, e o coloca no quarto destinado a Jacobina. A partir de então tudo mudou em sua vida. A percepção que tinha de si mesmo passou a ser aquela que outros tinham dele, e a pessoa que Jacobina era não mais existia.

Pouco tempo depois de chegar ao sítio, Marcolina saiu de viagem. Aproveitando a ausência dela, os escravos fugiram e Jacobina viu-se sozinho no sítio. Assim, passou os dias perdido nas sombras da solidão e angustiado por ter perdido a sua “alma exterior”, fruto da imagem que os outros faziam dele. Em certo momento ele decide olhar o espelho e percebe que a imagem ali refletida estava corrompida e difusa, assim como a imagem que ele fazia de si mesmo na ausência dos outros.

Não conseguindo enxergar a si mesmo com nitidez, Jacobina resolve vestir sua farda e olhar-se no espelho. Dessa vez a imagem refletida era nítida e com clareza de detalhes e contornos. Recuperando, assim, a “alma exterior” que preenchia sua “alma interior”, Jacobina conseguiu evitar a solidão nos dias que se passaram.

Terminado o relato de sua história, Jacobina vai embora e deixa seus amigos em um silêncio reflexivo.

Análise:

Neste conto aparece mais uma vez os temas chaves de Papéis Avulsos: ser versus parecer, desejo versus máscara, vida pública versus vida íntima. Através de uma aguda análise do comportamento humano, Machado de Assis expõe em “O Espelho” que a nossa “alma externa”, ligada ao status e prestígio social, à imagem que os outros fazem de nós, é muito mais importante do que a nossa “alma interna”, ou seja, a nossa real personalidade.


PARA SABER MAIS:




quinta-feira, 21 de maio de 2020

SOBREVIVENDO NO INFERNO

RACIONAIS MC


Racionais MC’s é um grupo de rap paulistano formado pelo encontro das duplas de Mano Brown (Pedro Paulo Soares Pereira, 1970) e Ice Blue (Paulo Eduardo Salvador, 1970), os B.B. Boys, e de Edi Rock (Adivaldo Pereira Alves, 1970) e KL Jay (Kléber Geraldo Lelis Simões, 1969). O envolvimento de Mano Brown e Ice Blue com a música se inicia na infância pela cultura do candomblé, levados pelas mães aos terreiros. Os dois crescem na zona sul de São Paulo. Brown, na adolescência, integra um grupo de samba. Rock e KL Jay são da zona norte.

Nos anos 1980, eles frequentam bailes de música negra e KL Jay chama atenção pelo talento como dançarino de break. Edi Rock começa a cantar rap e abre shows para artistas como Thaíde & DJ Hum e MC Jack. KL Jay começa a acompanhá-lo como DJ. Os quatro frequentam o Largo de São Bento, reduto paulistano da cultura hip-hop nos anos 1980. O produtor cultural Milton Salles é quem promove a fusão das duplas no grupo Racionais MC’s e, em 1988, passa a empresariá-lo.

O nome é inspirado na chamada “fase racional”,1  do cantor e compositor carioca Tim Maia (1942 - 1998), uma das principais referências do grupo, que sampleia a música Ela Partiu (Tim Maia e Beto Cajueiro), de 1977, na faixa Homem na Estrada, lançada em 1993, no terceiro disco dos MC’s, Raio X Brasil. O grupo de rap norte-americano Public Enemy,2 cujo show em São Paulo, em 1991, tem participação dos Racionais MC’s, é outra influência do grupo, que usa a base instrumental da música Fight the Power (trilha sonora do filme Faça a Coisa Certa, 1989, do cineasta negro norte-americano Spike Lee) em Pânico na Zona Sul. A influência não é somente musical, mas também de postura política  e performance.

O compositor carioca Jorge Ben Jor (1942), no entanto, é a referência mais presente: ele participa do DVD 1000 Trutas, 1000 Tretas, de 2007, cantando e tocando guitarra na faixa de abertura do trabalho, A Bênção Mamãe, a Bênção Papai; regrava em parceria com Mano Brown a faixa Ponta de Lança Africano (Umbabarauma), em 2010; tem a música Jorge da Capadócia regravada pelo grupo ( a primeira do álbum Sobrevivendo no Inferno, de 1997); e trechos cantados de Frases e Dumingaz são utilizados no refrão da faixa Fim de Semana no Parque, de 1993. Em 1988, as duas primeiras músicas são lançadas na coletânea de rap Consciência Black, Vol. 1, pelo selo Zimbabwe: Pânico na Zona Sul e Tempos Difíceis, e incluídas no primeiro disco, Holocausto Urbano, de 1990. A crítica social, o preconceito, a discriminação do negro e o cotidiano na periferia se destacam nas letras, a exemplo de Racistas Otários e Pânico na Zona Sul.

Em 1992, os Racionais MC’s lançam o segundo disco, Escolha Seu Caminho, um EP com quatro faixas, sendo três delas versões para Voz Ativa, um sucesso em sua primeira fase, com base instrumental criada a partir do funk norte-americano Givin’Up Food  for Funk, da banda JB’s. Na fotografia que ilustra a capa do disco, os integrantes contam dinheiro, usam drogas e portam armas. Na contracapa, outra foto no mesmo ambiente mostra os quatro cercados de livros. A imagem reforça uma de suas bandeiras ideológicas na época, que prega a leitura e a informação para combater o racismo e o preconceito, bem como a influência do ativista político Malcolm X, citado em Voz Ativa, cuja biografia inspira fortemente o grupo nessa fase.

O terceiro disco, Raio X Brasil, é lançado em 1993. Samples de funk e soul norte-americanos são utilizados nas músicas Mano na Porta do Bar (Freddie’s Dead, de Curtis Mayfield), Júri Racional (Cissy Strut, de The Meters) e Fio da Navalha (Main Theme from Trouble Man, de Marvin Gaye).

Fim de Semana no Parque e Homem na Estrada são composições marcantes. Na primeira, um narrador em constante movimento reflete sobre a diferença do cotidiano na periferia paulistana e o resto da cidade e estabelece uma comparação entre o comportamento social em um clube particular e um parque público. O refrão “vamos passear no parque, eu vou rezar pra esse menino” é retirado de duas canções de Ben Jor (na voz do próprio). Homem na Estrada narra a dificuldade de um ex-presidiário em se recolocar na sociedade até ser morto pela polícia no fim da música. E quando a letra diz “nunca mais voltou”, a voz de Tim Maia (em trecho retirado da canção Ela Partiu) se soma à de Mano Brown. As duas músicas apresentam um elemento novo também nos arranjos, em que o DJ KL Jay usa frases dos cantores sampleados para se somar ao discurso da letra.

Sobrevivendo no Inferno, de 1997, é o grande sucesso e vende mais de 1 milhão de cópias. É o primeiro disco lançado pelo selo administrado pelo grupo, o Cosa Nostra. O clipe da faixa Diário de um Detento é exibido à exaustão na MTV brasileira. A música, de Brown em parceria com o ex-detento Josemir Prado (apelidado Jocenir), aborda o massacre do complexo presidiário Carandiru em que 111 presos são mortos pela polícia após uma rebelião, em 1992. A narrativa detalhada, em primeira pessoa, é acompanhada por uma base instrumental tensa (sampleada de Easin’In, do artista norte-americano Edwin Starr). “O dia tá chuvoso, o clima tá tenso / vários tentaram fugir, eu também quero / Mas de um a cem, a minha chance é zero (...)”, diz a letra sobre instantes que antecedem o massacre. No final, faz um ataque direto ao político Luiz Antônio Fleury Filho, governador de São Paulo na época: “Ratatá, Fleury e sua gangue / vão nadar numa piscina de sangue”. A faixa tem mais de sete minutos, assim como outras do disco: Capítulo 4, Versículo 3 (com 8:09), Tô Ouvindo Alguém Me Chamar (11:09), Fórmula Mágica da Paz (10:40). Essa característica é consequência da evolução do estilo das letras, cada vez maiores e mais detalhistas.

A produção do disco apresenta uma clara evolução em relação aos anteriores, com arranjos instrumentais mais trabalhados. Além das bases sampleadas, outros elementos são usados para construir uma sensação cinematográfica. Tô Ouvindo Alguém Me Chamar, por exemplo, é acompanhada em toda a duração da música por um barulho que sugere o batimento cardíaco captado por um aparelho médico. Já Diário de um Detento é marcado por ruídos que lembram o ponteiro de um relógio e enfatizam trechos da letra: “Acendo um cigarro e vejo o dia passar / Mata o tempo para ele não me matar” e “Tic tac, ainda é nove e quarenta / O relógio da cadeia anda em câmera lenta”. War, Isaac Hayes e Isley Brothers estão entre os artistas de funk e soul norte-americanos sampleados no disco.

O clipe de Diário de um Detento é premiado no Video Music Brasil  (VMB)  da MTV, em 2008, nas categorias “melhor clipe de rap” e “escolha da audiência”. O grupo aceita participar da cerimônia da premiação, em rara aparição na TV, e apresenta Capítulo 4, Versículo 3. Na hora de receber o prêmio “escolha da audiência”, o grupo se indispõe com o apresentador da cerimônia, o compositor baiano Carlinhos Brown (1962), que interrompe o discurso de agradecimento de KL Jay para cantar uma música.

Em 2002, os Racionais MC’s lançam Nada Como um Dia após o Outro Dia. O disco é duplo, com 21 faixas e quase duas horas de duração. Músicas como Vida Loka Parte 2, Negro Drama, Eu Sou 157 e Jesus Chorou se tornam clássicos do grupo. Algumas faixas refletem a ascensão social que a carreira musical proporciona aos integrantes. Vida Loka Parte 2 também aborda o dilema do negro de origem humilde que ascende socialmente e é seduzido por uma vida de ostentação.

Em 2007, lançam o DVD 1000 Trutas, 1000 Tretas, com imagens de um show gravado em 2004, no Sesc Itaquera, e participação de Jorge Ben Jor, além de um documentário dirigido por Mano Brown sobre a história da comunidade negra em São Paulo. Nesse ano, o show dos Racionais MC’s na Virada Cultural é interrompido por um confronto entre a Polícia Militar e parte do público na Praça da Sé. O grupo, então, deixa de participar do evento nos anos seguintes e retorna apenas em 2013, com um show sem ocorrências policiais e quase 100 mil pessoas na Praça Júlio Prestes.

Sem lançar um disco desde 2002, os Racionais MC’s divulgam algumas músicas inéditas a partir daí: Mil Faces de um Homem Leal (Marighella) – composta para o documentário Marighella, de Silvio Tendler (1950), premiado no VMB na categoria clipe, em 2012 –, Cores e Valores, Mente do Vilão, Mulher Elétrica, Dance, Dance, Gangsta Boogie e Homem Invisível. Edi Rock lança seu primeiro disco solo em 2013, Contra Nós Ninguém Será.

Em toda a carreira, os Racionais MC’s fazem raras aparições na grande mídia com a alegação de que a imprensa deturpa o conteúdo das entrevistas. Os programas Ensaio e Roda Viva, da TV Cultura, e as revistas Rolling Stone Brasil e Caros Amigos são raras exceções. Por seu discurso articulado e crítico, Mano Brown é considerado uma das principais vozes da periferia do Brasil. No entanto, apesar da postura arredia em relação à mídia, os Racionais MC’s participam de discos de artistas de sucesso popular como o grupo Negritude Junior, em Gente da Gente, de 1995, na faixa homônima de Netinho de Paula (1970) e Waguinho (1965); o pagodeiro Belo, em Pra Ver o Sol Brilhar – ao Vivo (2008), nas faixas Para o Belo e Oya; e Seu Jorge (1970), em Músicas para Churrasco vol. 1  ao Vivo na Quinta da Boa Vista, nas faixas Diário de um Detento e Negro Drama. KL Jay e os Racionais MC’s também participam do disco independente da cantora Ully Costa, do grupo Sandália de Prata, Quem Sou Eu (2013), na faixa Festa do Rei Nagô, de Jairo Cechin.

Notas
1 A chamada “fase racional” de Tim Maia está relacionada ao momento em que ele está influenciado pela leitura do livro Universo em Desencanto, que versa sobre um mundo denominado Superior Racional, para onde a humanidade deveria se direcionar a partir dos conhecimentos professados por essa leitura. Nessa fase Tim Maia lança dois volumes do disco Tim Maia Racional (1975/1976), com canções cujas letras pregam  ensinamentos da cultura racional.

2 Public Enemy, grupo de rap norte-americano que surge no início dos anos 1980, tem como característica um discurso político-social engajado na luta pelos direitos dos afrodescendentes. Faz referências aos líderes do movimento negro como Martin Luther King e Malcolm X, e também ao grupo revolucionário Panteras Negras.

RACIONAIS MC's. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2020. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/grupo636012/racionais-mcs>. Acesso em: 21 de Mai. 2020. Verbete da Enciclopédia.
ISBN: 978-85-7979-060-7

PARA SABER MAIS:


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Sobrevivendo no Inferno – Wikipédia, a enciclopédia livre

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MASSACRES -  SUGESTÕES DE LINKS:








VIDEOAULAS:








quarta-feira, 20 de maio de 2020

SONETOS

LUÍS VAZ DE CAMÕES
luís Vaz de Camões: O mito e o homem - Revista Amar



Luís de Camões (1524-1580) foi um poeta e soldado português, considerado o maior escritor do período do Classicismo. Além disso, ele é apontado como um dos maiores representantes da literatura mundial.

Autor do poema épico “Os Lusíadas”, revelou grande sensibilidade para escrever sobre os dramas humanos, sejam amorosos ou existenciais. Pouco se sabe sua vida, portanto, o local e os anos de nascimento e morte ainda são incertos.

Biografia de Camões

Filho de Simão Vaz e Ana de Sá, Luís Vaz de Camões nasceu em Lisboa por volta de 1524. Provavelmente teve uma boa e sólida educação, na qual aprendeu sobre história, línguas e literatura.

Estudos indicam que ele era indisciplinado e que supostamente teria ido à Coimbra para estudar. No entanto, não há registros de que ele tenha sido aluno da Universidade.

Ainda jovem, interessou-se pela literatura iniciando sua carreira literária como um poeta lírico na corte de Dom João III. Muitos historiadores dizem que nesse período Camões teve uma vida muito boêmia. Na altura, também passou por uma desilusão amorosa, momento em que decidiu tornar-se um soldado.

Assim, ingressou no Exército da Coroa Portuguesa em 1547 e, no mesmo ano, embarcou como soldado para a África. Foi ali que Camões perdeu o olho direito.

Luís de Camões
Luís de Camões, um dos maiores poetas de língua portuguesa

Em 1552, ele volta a Lisboa e continua com sua vida boêmia e de promiscuidade. No ano seguinte, embarca para as Índias, onde participa de várias expedições militares.

Estudos apontam que ele foi preso tanto em Portugal, quando no Oriente. Foi durante uma de suas prisões que ele escreveu sua obra mais conhecida: Os Lusíadas, poema épico, que canta os feitos dos navegadores portugueses em direção às Índias e são igualados às façanhas de heróis da Antiguidade greco-latina.

 .

Os Lusíadas

PDF DE "OS LUSÍADAS": CLIQUE AQUI


Quando retornou a Portugal, resolveu publicar sua obra. No momento, recebeu uma pequena quantia em dinheiro do Rei Dom Sebastião. Muitas vezes incompreendido pela sociedade, Camões se queixou pelo pouco reconhecimento que teve em vida. Foi somente após sua morte que sua obra passou a ser foco das atenções.

Hoje, ele é considerado um dos maiores escritores de língua portuguesa e ainda, um dos maiores representantes da literatura mundial. Seu nome é conhecido em todo o mundo e é usado em diversas praças, avenidas, ruas e instituições.


Daniela Diana


PARA SABER MAIS:







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SOBRE O CLASSICISMO LITERÁRIO:





SOBRE O CLASSICISMO/MANEIRISMO



O QUE SÃO SONETOS?

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terça-feira, 19 de maio de 2020

O ATENEU

RAUL POMPEIA

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Biografia de Raul Pompéia


Raul d’Ávila Pompeia (1863-1895) foi um escritor brasileiro autor de uma das maiores obras do Realismo brasileiro, “O Ateneu” 1888; é uma narrativa impressionista, na qual as impressões do mundo, da paisagem e do meio são fundidas com as impressões da realidade, por ser uma narrativa de memórias.    Nasceu em Jacuacanga, Angra dos Reis, Estado do Rio de Janeiro, no dia 12 de abril de 1863. Filho do magistrado Antônio D’Ávila Pompéia e Rosa Teixeira Pompéia, descendentes de tradicionais famílias mineiras.

Em 1873, com 10 anos de idade, mudou-se com a família para a cidade do Rio de Janeiro, onde foi matriculado como interno no Colégio Abílio, dirigido por Dr. Abílio César Borges, Barão de Macaúbas. Nessa escola, redige e ilustra o jornal "O Archote". Em 1879 ingressou no Colégio Pedro II onde concluiu os estudos secundários.

Carreira literária

Em 1880 publicou seu primeiro romance Uma Tragédia no Amazonas. Em 1881, matriculou-se na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco em São Paulo. Participou dos movimentos abolicionistas e republicanos.

Em 1883 publicou As Joias da Coroa, de nítida conotação anti-monarquista. Em 1885, junto com outros colegas, transfere-se para a Faculdade de Direito do Recife, onde fervia os ideais abolicionistas e republicanos e lá termina o curso.

Atividade jornalística

Nesse mesmo ano, começa a escrever na Gazeta de Notícias uma seção de crítica de arte. Desenvolve intensa atividade jornalística a favor da mudança do regime. Em 1890 participou ativamente dos debates políticos dos anos iniciais da República.

Em 1890, assume o cargo de secretário da Academia de Belas Artes e no ano seguinte passa a lecionar na Escola Nacional de Belas Artes.

Em 1892 envolveu-se em acirradas polêmicas. Levava uma vida agitada, com inimizades e crises depressivas. Ofendido por Olavo Bilac desafia-o para um duelo, que não chegou a ocorrer por interferência dos padrinhos.

Em 1894 foi nomeado, pelo Marechal Floriano Peixoto, diretor da Biblioteca Nacional. Em 1895, discursa no funeral de Floriano Peixoto, onde suas palavras são vistas como desacato ao Presidente Prudente de Morais, provocando sua demissão da Biblioteca Nacional.

Morte

Profundamente descontente e amargurado, humilhado pela indiferença com que os jornais tratam seus artigos, vê publicado "Um louco no cemitério". Sem encontrar um jornal que desse espaço para sua resposta, profundamente deprimido, suicida-se com um tiro no coração.

Raul Pompéia morreu no dia 25 de dezembro de 1895, em plena noite de Natal.

Raul Pompéia escreveu crônicas, cantos, poemas e três romances. A maior parte de sua produção literária ficou nos jornais em que colaborou.

Obras de Paul Pompéia

Romance

  • Uma Tragédia no Amazonas (1880)
  • O Ateneu (1888)
  • As Joias da Coroa (1888)

Poesia

  • Canções Sem Metro (1900)


IN:https://www.ebiografia.com/raul_pompeia/

PARA SABER MAIS:

https://www.infoescola.com/biografias/raul-pompeia/

https://www.portaldovestibulando.com/2017/07/o-ateneu-cronica-de-saudades-analise-da.html


O Ateneu (Livre)

PARA BAIXAR O LIVRO CLIQUE AQUI 

O ATENEU:

Obra de Raul Pompéia publicada em 1888, O Ateneu narra o percurso de Sérgio pelo colégio interno Ateneu, localizado no bairro Rio Comprido, no Rio de Janeiro. Antes de entrar para o internato, Sérgio já havia passado por um externato e por um professor particular. Porém, a sua experiência de ingressar no colégio é um marco do fim de sua infância e início de sua maturidade, deixando para trás a proteção materna em busca de uma educação moral. Era esse um objetivo, se não o maior, do colégio dirigido pelo pedagogo Sr. Aristarco.

Antes do ingresso, Sérgio e seu pai foram visitar o diretor. Ao chegar lá, conheceram também D. Ema que pediu para Sérgio cortar os cabelos, como despedida dos laços maternos. Pois, apesar do colégio de ser a extensão do lar, ele tem por objetivo a educação moral e disciplinada dos alunos. Ao ingressar na sala, o narrador descreve a primeira impressão dos alunos. Orientado pelo professor, Sérgio senta-se ao lado do bom aluno Rebelo, com quem teve seu primeiro contato. Ao ser apresentado a sua turma à frente pelo professor, Sérgio acaba sofrendo um desmaio. Ele passa a caminhar pelo pátio e fazer observações sobre alunos, sobre o espaço físico, sobre a disciplina do colégio. Durante uma aula de natação, Sérgio acaba se afogando e Sanches o salva. Começa a partir de então uma amizade entre os dois. Sérgio busca um protetor para si. Como bom aluno que era o Sanches, Sérgio passa a fazer suas lições com ele. Porém, um envolvimento mais íntimo é percebido pelo Sérgio, e os dois brigam. Sérgio começa então a tirar notas baixas e o diretor expõe esse resultado a todos.

Após a briga, Sérgio anda um tempo sozinho e acabou por se tornar amigo de Franco, que era sempre castigado. Por vingança, Franco resolve jogar lascas de vidros na piscina, e Sérgio observa tudo. Com remorso, vai para a capela rezar. Não acontece nada com os alunos, mas Sérgio acaba sendo castigado por ter dito que estava colhendo no jardim de noite, na hora em que Franco jogou as lascas. O diretor chama então Franco e Sérgio de peraltas na frente de todos.

Sérgio aproxima-se então de Barreto, um amigo beato, e conversa sobre Deus e o temor a ele. Influenciado por Barreto, Sérgio reza, faz jejum, mas mesmo assim tira nota baixa. Revolta-se contra Deus. Após o afastamento de Barreto, decide seguir sozinho e almeja o cargo de vigilante, pois assim não precisaria da ajuda de Deus ou de amigo algum. Nesse momento, um jardineiro do Ateneu mata outro funcionário por uma briga em razão de Ângela. Bento Alves imobiliza o assassino no momento de fuga. Os dois tornam-se amigos íntimos e inseparáveis; leem juntos poesias, livros, histórias. Chegam as férias e Bento vai visitar Sérgio em sua casa. Após a volta às aulas, os dois brigam, sem motivo algum. Porém, no calor da briga, Sérgio acaba por agredir também o diretor. Bento sai do Ateneu.

Sérgio conhece então Egbert, intitulado pelo narrador como seu único amigo verdadeiro, uma vez que era uma amizade sem interesses, apenas alicerçada em admirações sinceras. Egbert sempre tirava boas notas, e por essa razão foi convidado junto com Sérgio para um jantar na casa de Aristarco. Nesse jantar, D. Ema estava lá e Sérgio recebeu muitas carícias dela, reafirmando um amor platônico. Após esse acontecimento, ele sente-se homem e resolve se afastar de Egbert. Paralelamente, Franco morre de uma doença misteriosa, ocasionada por maus tratos no colégio.

Há então na escola uma solenidade onde o Aristarco recebe um busto em cobre. Dividido entre o orgulho e uma competição com o busto, Aristarco o recebe orgulhosamente. Porém, no desfecho do livro, acontece um incêndio, provavelmente provocado por Américo e a escola tem o seu fim. Sérgio fica na casa do diretor recebendo carinhos de D. Ema.


IMPORTÂNCIA DO LIVRO:

Apesar de muitos estudiosos questionarem, a obra atualmente é enquadrada no movimento do Realismo, e é uma das obras mais importantes desse movimento, se destacando pelas suas singularidades, dentre elas, a presença de um narrador que possui emoções guardadas e a expressa através de uma descrição memorialista.

PERÍODO HISTÓRICO:

O século XIX foi marcado pela falsa estruturação do sistema educacional brasileiro, principalmente dos colégios internos frequentados pelos filhos da elite. Internatos onde a educação era impregnada de modelos severos e regimes autoritários, onde a educação moral rígida era vista como objetivo final da escola.

ANÁLISE:

O narrador da obra O Ateneu é um narrador adulto que , sendo personagem enquanto criança, passou dois anos de sua infância no internato. Aproximando-se da história pessoal de vida do seu autor, Raul Pompéia, podemos afirmar que essa obra possui traços de pessoalidade do autor e de identificação. Ao narrar os fatos passados enquanto adulto, o narrador é emotivo e através de sua memória, expressa percepções e análises sobre os personagens de sua ruim estadia no internato. Há um distanciamento de idade, onde os sentimentos do adulto muitas vezes se confundem com as inseguranças da criança, porém há valores e críticas à sociedade que são provenientes às percepções de um adulto. A descrição que acompanha o narrador é uma descrição permeada de críticas à sociedade, ao modelo de internatos existentes no século XIX.

O livro não possui um enredo preenchido por acontecimentos inusitados, intrigas, ações, romances como é de se esperar das obras que conhecemos. Pode-se até afirmar que ele não possui enredo. O que acontece no livro são análises acerca dos alunos e da escola, críticas e impressões que são detalhadas no livro com características até mesmo científicas, ou psicológicas. Sendo assim, apesar de ser enquadrada no movimento de Realismo – Naturalismo, o livro possui traços do expressionismo, impressionismo, simbolismo, dentre outros. Diferente das obras pertencentes ao Realismo, O Ateneu não possui uma objetividade e uma imparcialidade. Até mesmo porque sendo o narrador também personagem, isso não seria possível. Como uma característica do Naturalismo, também há no livro um instinto para a homossexualidade, em que Sérgio nas suas relações de amizades com seus amigos meninos, descreve-os com uma relação íntima e uma intenção amorosa.

O livro possui como subtítulo a irônica frase “Crônicas de saudades”. Além do livro não ser composto por crônicas, o narrador demonstra ter recordações ruins, de raiva e vingança, bem longe do sentimento de saudade. Através dos castigos narrados, dos maus tratos, da hipocrisia, o narrador faz uma crítica à sociedade que, como no Ateneu, vence sempre o mais forte e os fracos procuram protetores. Porém, não os encontrando, acabam por sofrer com as injustiças do sistema.


PERSONAGENS:

Sérgio: personagem principal. Entra aos 11 anos no internato Ateneu e ali tem várias experiências que são narradas no livro.

Aristarco: diretor do colégio e pedagogo reconhecido por suas obras. Ao mesmo tempo em que é rígido, possui uma alma paternal.

D. Ema: esposa de Aristarco. Sérgio nutre um amor platônico por ela.

Professor Mânlio: Primeiro professor de Sérgio.

Rebelo: primeiro amigo de Sérgio. É bondoso e um ótimo aluno. Ajudou Sérgio nas lições.

Sanches: à primeira vista, é considerado antipático por Sérgio, salva ele de um afogamento e os dois tornam-se amigos.

Barbalho: aluno indisciplinado com quem Sérgio tem uma briga.

Ribas: menino feio, que cantava músicas religiosas singelamente.

Ângela: funcionária espanhola do colégio. Moça bonita desejada por todos.

Egbert: considerado o único amigo verdadeiro de Sérgio, que o admirava pela sua beleza.

Bento Alves: bibliotecário com quem Sérgio teve uma íntima amizade. Sai do colégio por uma briga que teve com o Sérgio.

Américo: aluno que entra no colégio obrigado pelo pai e que provavelmente é o responsável pelo início do incêndio.

IN: http://educacao.globo.com/literatura/assunto/resumos-de-livros/o-ateneu.html


AUDIOLIVRO:


COMENTÁRIOS SOBRE A OBRA:








SUGESTÃO DE ALGUNS ENDEREÇOS DE QUESTÕES PARA VESTIBULARES SOBRE O LIVRO:













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