Biografia de Raul Pompéia
Em 1873, com 10 anos de idade, mudou-se com a família para a cidade do Rio de Janeiro, onde foi matriculado como interno no Colégio Abílio, dirigido por Dr. Abílio César Borges, Barão de Macaúbas. Nessa escola, redige e ilustra o jornal "O Archote". Em 1879 ingressou no Colégio Pedro II onde concluiu os estudos secundários.
Carreira literária
Em 1880 publicou seu primeiro romance Uma Tragédia no Amazonas. Em 1881, matriculou-se na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco em São Paulo. Participou dos movimentos abolicionistas e republicanos.
Em 1883 publicou As Joias da Coroa, de nítida conotação anti-monarquista. Em 1885, junto com outros colegas, transfere-se para a Faculdade de Direito do Recife, onde fervia os ideais abolicionistas e republicanos e lá termina o curso.
Atividade jornalística
Nesse mesmo ano, começa a escrever na Gazeta de Notícias uma seção de crítica de arte. Desenvolve intensa atividade jornalística a favor da mudança do regime. Em 1890 participou ativamente dos debates políticos dos anos iniciais da República.
Em 1890, assume o cargo de secretário da Academia de Belas Artes e no ano seguinte passa a lecionar na Escola Nacional de Belas Artes.
Em 1892 envolveu-se em acirradas polêmicas. Levava uma vida agitada, com inimizades e crises depressivas. Ofendido por Olavo Bilac desafia-o para um duelo, que não chegou a ocorrer por interferência dos padrinhos.
Em 1894 foi nomeado, pelo Marechal Floriano Peixoto, diretor da Biblioteca Nacional. Em 1895, discursa no funeral de Floriano Peixoto, onde suas palavras são vistas como desacato ao Presidente Prudente de Morais, provocando sua demissão da Biblioteca Nacional.
Morte
Profundamente descontente e amargurado, humilhado pela indiferença com que os jornais tratam seus artigos, vê publicado "Um louco no cemitério". Sem encontrar um jornal que desse espaço para sua resposta, profundamente deprimido, suicida-se com um tiro no coração.
Raul Pompéia morreu no dia 25 de dezembro de 1895, em plena noite de Natal.
Raul Pompéia escreveu crônicas, cantos, poemas e três romances. A maior parte de sua produção literária ficou nos jornais em que colaborou.
Obras de Paul Pompéia
Romance
- Uma Tragédia no Amazonas (1880)
- O Ateneu (1888)
- As Joias da Coroa (1888)
Poesia
- Canções Sem Metro (1900)
IN:https://www.ebiografia.com/raul_pompeia/
PARA SABER MAIS:
https://www.infoescola.com/biografias/raul-pompeia/
https://www.portaldovestibulando.com/2017/07/o-ateneu-cronica-de-saudades-analise-da.html

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O ATENEU:
Obra de Raul Pompéia publicada em 1888, O Ateneu narra o percurso de Sérgio pelo colégio interno Ateneu, localizado no bairro Rio Comprido, no Rio de Janeiro. Antes de entrar para o internato, Sérgio já havia passado por um externato e por um professor particular. Porém, a sua experiência de ingressar no colégio é um marco do fim de sua infância e início de sua maturidade, deixando para trás a proteção materna em busca de uma educação moral. Era esse um objetivo, se não o maior, do colégio dirigido pelo pedagogo Sr. Aristarco.
Antes do ingresso, Sérgio e seu pai foram visitar o diretor. Ao chegar lá, conheceram também D. Ema que pediu para Sérgio cortar os cabelos, como despedida dos laços maternos. Pois, apesar do colégio de ser a extensão do lar, ele tem por objetivo a educação moral e disciplinada dos alunos. Ao ingressar na sala, o narrador descreve a primeira impressão dos alunos. Orientado pelo professor, Sérgio senta-se ao lado do bom aluno Rebelo, com quem teve seu primeiro contato. Ao ser apresentado a sua turma à frente pelo professor, Sérgio acaba sofrendo um desmaio. Ele passa a caminhar pelo pátio e fazer observações sobre alunos, sobre o espaço físico, sobre a disciplina do colégio. Durante uma aula de natação, Sérgio acaba se afogando e Sanches o salva. Começa a partir de então uma amizade entre os dois. Sérgio busca um protetor para si. Como bom aluno que era o Sanches, Sérgio passa a fazer suas lições com ele. Porém, um envolvimento mais íntimo é percebido pelo Sérgio, e os dois brigam. Sérgio começa então a tirar notas baixas e o diretor expõe esse resultado a todos.
Após a briga, Sérgio anda um tempo sozinho e acabou por se tornar amigo de Franco, que era sempre castigado. Por vingança, Franco resolve jogar lascas de vidros na piscina, e Sérgio observa tudo. Com remorso, vai para a capela rezar. Não acontece nada com os alunos, mas Sérgio acaba sendo castigado por ter dito que estava colhendo no jardim de noite, na hora em que Franco jogou as lascas. O diretor chama então Franco e Sérgio de peraltas na frente de todos.
Sérgio aproxima-se então de Barreto, um amigo beato, e conversa sobre Deus e o temor a ele. Influenciado por Barreto, Sérgio reza, faz jejum, mas mesmo assim tira nota baixa. Revolta-se contra Deus. Após o afastamento de Barreto, decide seguir sozinho e almeja o cargo de vigilante, pois assim não precisaria da ajuda de Deus ou de amigo algum. Nesse momento, um jardineiro do Ateneu mata outro funcionário por uma briga em razão de Ângela. Bento Alves imobiliza o assassino no momento de fuga. Os dois tornam-se amigos íntimos e inseparáveis; leem juntos poesias, livros, histórias. Chegam as férias e Bento vai visitar Sérgio em sua casa. Após a volta às aulas, os dois brigam, sem motivo algum. Porém, no calor da briga, Sérgio acaba por agredir também o diretor. Bento sai do Ateneu.
Sérgio conhece então Egbert, intitulado pelo narrador como seu único amigo verdadeiro, uma vez que era uma amizade sem interesses, apenas alicerçada em admirações sinceras. Egbert sempre tirava boas notas, e por essa razão foi convidado junto com Sérgio para um jantar na casa de Aristarco. Nesse jantar, D. Ema estava lá e Sérgio recebeu muitas carícias dela, reafirmando um amor platônico. Após esse acontecimento, ele sente-se homem e resolve se afastar de Egbert. Paralelamente, Franco morre de uma doença misteriosa, ocasionada por maus tratos no colégio.
Há então na escola uma solenidade onde o Aristarco recebe um busto em cobre. Dividido entre o orgulho e uma competição com o busto, Aristarco o recebe orgulhosamente. Porém, no desfecho do livro, acontece um incêndio, provavelmente provocado por Américo e a escola tem o seu fim. Sérgio fica na casa do diretor recebendo carinhos de D. Ema.
ANÁLISE:
PERSONAGENS:
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