sexta-feira, 21 de agosto de 2020

DOM PEDRO I

 D. PEDRO I

Dom Pedro I foi imperador do Brasil de 1822 a 1831.[1]

Dom Pedro I é um dos grandes nomes da história do Brasil. Foi um dos condutores do processo de independência, além de ter sido imperador brasileiro de 1822 a 1831. Filho de d. João VI, rei de Portugal, Dom Pedro I ficou conhecido ao longo de sua vida por ser impulsivo e mulherengo.

Durante seu reinado sobre o Brasil, a sua grande marca foi o autoritarismo e, por esse motivo, sua relação com as elites do Brasil desgastou-se ao ponto de d. Pedro renunciar ao trono, em 1831. Depois disso, retornou a Portugal, onde lutou na Guerra Civil Portuguesa, em defesa do direito de sua filha d. Maria assumir o trono português.

D. Pedro foi uma das figuras mais importantes da história brasileira e esteve envolvido em acontecimentos marcantes. Herdeiro da dinastia Bragança, abriu mão do seu direito de ocupar o trono português para assumir o trono brasileiro.

Uma das maiores curiosidades que envolvem d. Pedro I é o seu nome completo, que ficou bastante famoso por ser um nome consideravelmente longo: Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon.

Nasceu em Lisboa, no dia 12 de outubro de 1798. Era filho de d. João VI e d. Carlota Joaquina, príncipe e princesa de Portugal na ocasião do nascimento de Pedro (d. João VI e Carlota Joaquina só se tornaram rei e rainha em 1816). O menino era o quarto filho do casal (o segundo filho homem), mas acabou tornando-se o herdeiro do trono português quando d. Antônio de Bragança, seu irmão mais velho, morreu.

Ainda na infância, d. Pedro veio para o Brasil em decorrência da transferência da Corte portuguesa para cá. Isso aconteceu porque Portugal seria invadido por tropas francesas e, para evitar ser prisioneiro de Napoleão, d. João VI decidiu por mudar-se para o Rio de Janeiro. Quando isso aconteceu, d. Pedro tinha nove anos de idade.

No Rio de Janeiro, d. Pedro ficou instalado no Palácio de São Cristóvão, local que abrigava o Museu Nacional – recentemente destruído por um incêndio. Teve uma instrução de qualidade, como era de praxe para membros da realeza, embora os biógrafos afirmem que d. Pedro era pouco dedicado aos estudos. Um de seus mestres, d. Antônio de Arábida, acompanhou-o durante sua vida.

Na passagem da infância para a adolescência, d. Pedro demonstrava uma provável hiperatividade, uma vez que não conseguia ficar sem ter algum tipo de ocupação. Os biógrafos de d. Pedro também reportam que ele sofria com eventuais ataques de convulsão, causados por epilepsia.

Casou-se com Leopoldina da Áustria em 13 de maio de 1817. Sua esposa era filha do imperador austríaco Francisco I, e o casamento dos dois visava a assegurar um acordo muito importante tanto para Portugal quanto para a Áustria.

Para Portugal, era a oportunidade de assegurar a aliança de uma nação que saía vitoriosa na luta contra Napoleão e que tinha grande influência na Santa Aliança (coligação das monarquias absolutistas europeias que lutaram contra Napoleão).

Para os austríacos, havia a garantia de um acordo com uma nação que possuía vastos territórios na América – principalmente pelo fato de que o Brasil tinha acabado de ser elevado à condição de Reino Unido. Com isso, as duas nações buscavam alinhar seus interesses e criar laços para um desenvolvimento comercial mútuo.

D. Maria Leopoldina, esposa de d. Pedro I, teve grande influência na independência do Brasil.[1]

D. Maria Leopoldina, esposa de d. Pedro I

Apesar de o casamento ter acontecido em maio, Leopoldina só conheceu d. Pedro em novembro de 1817, na ocasião de sua mudança para o Rio de Janeiro. Os relatos dos historiadores contam que a princesa austríaca encantou-se rapidamente pelo seu marido. Desse casamento, nasceram sete filhos: Maria, Miguel, João Carlos, Januária, Paula, Francisca e Pedro.

Apesar do encantamento inicial, o casamento de d. Pedro e d. Maria Leopoldina (como foi nomeada depois da independência) foi extremamente difícil para a austríaca. Os historiadores contam das traições cometidas por d. Pedro, sendo o caso com a Marquesa de Santos o mais famoso. Também existem historiadores que apontam evidências de que a imperatriz teria sido agredida por d. Pedro.

Em 1826, d. Maria Leopoldina faleceu, e d. Pedro resolveu casar-se novamente somente em 1829. Depois da morte da imperatriz, d. Pedro I afastou-se de sua amante, a Marquesa de Santos, e passou a procurar uma nova esposa na realeza europeia. Em 1829, casou-se com d. Amélia de Leuchtenberg, princesa da Baviera. Desse casamento, nasceu uma filha, chamada Maria Amélia.

Depois de abdicar do trono brasileiro, em 1831, d. Pedro I retornou a Portugal e lá se envolveu na Guerra Civil Portuguesa. Esse conflito foi resultado da crise de sucessão que estourou no país depois que o pai de d. Pedro I faleceu, em 1826. Uma disputa foi iniciada entre liberais (defendiam uma monarquia constitucional) e absolutistas (defendiam uma monarquia absolutista).

Dom Pedro I liderou tropas liberais na defesa do direito de sua filha, d. Maria II, a governar Portugal. Os liberais acabaram vencendo e, com isso, o adversário e também irmão de d. Pedro, chamado d. Miguel, foi derrotado e expulso de Portugal. Durante a guerra, d. Pedro I ficou doente e, em 24 de setembro de 1834, acabou falecendo por conta de uma tuberculose.

Por Daniel Neves
Graduado em História

IN: https://brasilescola.uol.com.br/historiab/dom-pedro.htm

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Mais informações sobre o tema:

https://www.monarquia.org.br/dompedroi.html

https://aventurasnahistoria.uol.com.br/personagens/historia-biografia-de-dom-pedro-i.html

Informações sobre a Independência do Brasil:

https://mundoeducacao.uol.com.br/historiadobrasil/independencia-brasil-1822.htm

https://www.monarquia.org.br/dompedroi.html

https://www.bol.uol.com.br/unibol/metodista/dia-da-independencia-desmitificando-o-famoso-grito-de-d-pedro.htm


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