SIMÓN BOLÍVAR

Foi um líder político e militar venezuelano, chefe das revoluções que libertaram a Venezuela, Colômbia, Equador, Panamá, Peru e Bolívia do domínio espanhol.
José Antonio de la Santíssima Trindad Simón Bolívar y Palácios nasceu em Caracas, no Vice-Reinado de Nova Granada, depois Venezuela, no dia 24 de julho de 1783.
Era filho do Coronel Juan Vicente de Bolívar e de Maria de la Concepción Palacios y Blanco, descendentes de rica aristocracia espanhola que chegou à Venezuela em 1588.
Simón Bolívar ficou órfão de pai com três anos de idade. Ao completar nove anos perdeu também a mãe. Foi adotado por um tio que entregou sua educação a um preceptor, Simón Carreño Rodriguez, pedagogo revolucionário, que lhe despertou o amor pela liberdade.
Em 1799, com 16 anos, foi completar os estudos na Espanha. Em 26 de maio de 1802, em Madri, casa-se com Maria Tereza del Toro, jovem de família nobre. De volta à Caracas, sua esposa morre de febre amarela em janeiro de 1803.
Em 1803, volta à Europa. Em Paris, conhece o naturalista alemão, Alexander von Humboldt, que estava voltando de uma viagem à América e considerava inevitável a independência das colônias espanholas.
MOVIMENTOS REVOLUCIONÁRIOS
Em 1806, o general Francisco de Miranda, com a ajuda da Inglaterra, realiza duas invasões na Venezuela. Em 1811 a Venezuela declarou-se independente, mas pouco depois é sacudida por uma guerra civil. Miranda que é declarado ditador é deposto e substituído por Monteverde, comandante do exército real.
Em fevereiro de 1813, com o apoio da Inglaterra, Bolívar organiza um pequeno exército e consegue libertar a cidade de Cartagena. Em maio parte para a conquista a Venezuela. Entra em Caracas e derrota Monteverde. Em 1814, ganha o título de “Libertador”. Mas a nova República só duraria um ano.
Entre 1814 e 1815, a violenta repressão da Espanha deixa um saldo de milhares de mortos e reconquista o país para a Coroa espanhola, expulsando Bolívar que se refugia na Jamaica, onde redigiu “A Carta da Jamaica”.
BOLÍVAR, O LIBERTADOR
Com a ajuda britânica, e sonhando em formar uma grande confederação que uniria todas as colônias espanholas da América, Bolívar forma um novo exército auxiliado por camponeses e mercenários ingleses e irlandeses e pouco a pouco vai conquistando vitórias.
Em fevereiro de 1819 deu início a sua mais audaciosa campanha militar. Reuniu os chefes das províncias venezuelanas, apresentou seu projeto de constituição onde propunha a criação de um grande estado, com a união da Venezuela, Colômbia e Equador, sob o nome de “Grande Colômbia”.
Em 24 de junho de 1821, os espanhóis são derrotados na batalha de Carabobo, pondo fim ao domínio espanhol na Venezuela.
Depois de dominar a maior parte do vale do rio Orinoco, Bolívar lança-se com 2 500 homens a uma audaciosa campanha: atravessa os Andes, penetra na Colômbia, pelo vale da Madalena e esmaga o inimigo.
Em seguida, o Congresso promulgou a constituição definitiva da Colômbia e ratificou a presidência de Bolívar.
Em maio de 1822, depois das batalhas de Bomboná e Pichincha, Quito cai e o território equatoriano é integrado ao da república colombiana.
Em 1821, os espanhóis são batidos em Lima, no Peru, mas os espanhóis ainda resistem. Em 1823, o governo do Peru enfraquecido economicamente, entrega os poderes a Simão Bolívar.
BOLÍVAR, O DITADOR
Em 1826, convocado por Bolívar, reúne-se o Congresso do Panamá, cujo objetivo era promover a união política da América Latina, o ideal último de Bolívar.
Mas a iniciativa fracassou, as ideias centralizadoras de Bolívar entravam em conflito com o desejo de autonomia das novas repúblicas. As aspirações regionalistas e o temor de que Bolívar implantasse uma monarquia foram fundamentais para os atritos.
Na Venezuela, Páez, que exercia o comando militar, encabeçou uma insurreição contra Santander, o vice-presidente da “Grande Colômbia”, em 1826.
No ano seguinte, Bolívar foi obrigado a renunciar a presidência vitalícia do Peru. Em agosto de 1828, na tentativa de evitar a separação da Grande Colômbia, Bolívar proclama-se ditador.
Em setembro de 1828, Bolívar sofre um atentado a “Conspiração Setembrina”. Em 1829, A Bolívia se torna independente e pouco depois, a Venezuela rompe sua união com a Colômbia.
Combatido por várias facções, Bolívar é obrigado a exilar-se. Acolhido por seu amigo Joaquín de Mier, na quinta de São Pedro Alexandrino, Santa Marta, Colômbia.
Simón Bolívar faleceu em Santa Marta, na Colômbia, no dia 17 de dezembro de 1830. Seu corpo foi trasladado para o Panteão Nacional, em Caracas.
Por: Dilva Frasão - Possui bacharelado em Biblioteconomia pela UFPE e é professora do ensino fundamental. Desde 2008 trabalha na redação e revisão de conteúdos educativos para a web.
In: https://www.ebiografia.com/simon_bolivar/
OUTROS SITES SOBRE O ASSUNTO PARA ENRIQUECER SUA PESQUISA:
https://brasilescola.uol.com.br/biografia/simon-bolivar.htm
https://maestrovirtuale.com/as-batalhas-mais-importantes-de-simon-bolivar/
https://conceitos.com/carta-jamaica-1815/
https://mundoedu.com.br/uploads/pdf/5432d050de72f.pdf
ALGUNS VÍDEOS SOBRE O TEMA

SINOPSE DO LIVRO: Gabriel García-Márquez tece este belo romance inspirado na vida de Simón Bolívar, El Libertador.
Impregnado das doutrinas de Rousseau, Montesquieu e Voltaire, Bolívar dedicou a vida a "romper a cadeia com que nos oprime o poder espanhol". Fascinado pelo general que um dia sonhou com uma América Latina unificada e livre, desde o México à Terra do Fogo, García Márquez retraça o percurso de Bolívar tanto no plano físico quanto no espiritual, estabelecendo um paralelo entre sua viagem até Cartagena das Índias, de onde ele partiria rumo ao exílio, e sua jornada inevitável à morte.
OUTROS TEXTOS PARA LER:
GUERRAS E ESCRITAS: A CORRESPONDÊNCIA DE SIMÓN BOLÍVAR(1799-18300
SIMÓN BOLÍVAR: A CONSTRUÇÃO DO LIBERTADOR, OS USOS DAS CRÔNICAS COLONIAIS E O JORNAL. CORREIO DE ORINOCO (1805-1825)
INDICAÇÕES DE FILMES:

VEJA ONDE ENCONTRAR: https://www.justwatch.com/br/filme/o-libertador

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