quarta-feira, 1 de julho de 2020

ÁLVARES DE AZEVEDO


BIOGRAFIA DE ALVARES DE AZEVEDO | QUEM FOI ALVARES DE AZEVEDO ...
Álvares de Azevedo



 

Biografia

Manoel Antonio Álvares de Azevedo (1831-1852) foi um poeta, escritor e contista, da Segunda Geração Romântica brasileira. Suas poesias retratam o seu mundo interior. É conhecido como "o poeta da dúvida".

Faz parte dos poetas que deixaram em segundo plano, os temas nacionalistas e indianistas, usados na Primeira Geração Romântica, e mergulharam fundo em seu mundo interior. É Patrono da cadeira n.º 2, da Academia Brasileira de Letras.

Infância e Juventude

Manuel Antônio Álvares de Azevedo nasceu em São Paulo no dia 12 de setembro de 1831. Filho do Doutor Inácio Manuel Alvares de Azevedo e Dona Luísa Azevedo. Aos dois anos de idade, junto com sua família, muda-se para o Rio de Janeiro.

Em 1836 morre seu irmão mais novo, fato que o deixou bastante abalado. Foi aluno brilhante, estudou no colégio do professor Stoll, onde era constantemente elogiado. Em 1845 ingressou no Colégio Pedro II.

Em 1848, Álvares de Azevedo voltou para São Paulo e iniciou o curso de Direito na Faculdade do Largo de São Francisco, onde passou a conviver com vários escritores românticos.

Nessa época fundou a revista da Sociedade Ensaio Filosófico Paulistano, traduziu a obra Parisina, de Byron e o quinto ato de Otelo, de Shakespeare, entre outros trabalhos.

Álvares de Azevedo vivia em meio aos livros da faculdade e se dedicava a escrever suas poesias. Toda sua obra poética foi escrita durante os quatro anos que cursou a faculdade. O sentimento de solidão e tristeza, refletidos em seus poemas, era de fato a saudade da família, que ficara no Rio de Janeiro.

Morte

Em 1852, Álvares de Azevedo adoece e abandona a faculdade, um ano antes de completar o curso de Direito. Vitimado por uma tuberculose e sofrendo com um tumor, Álvares de Azevedo é operado, mas não resiste.

Álvares de Azevedo faleceu no dia 25 de abril de 1852, com apenas 20 anos de idade. Sua poesia Se Eu Morresse Amanhã!, escrita alguns dias antes de sua morte, foi lida, no dia de seu enterro, pelo escritor Joaquim Manuel de Macedo:

Se Eu Morresse Amanhã

Se eu morresse amanhã, viria ao menos
Fechar meus olhos minha triste irmã;
Minha mãe de saudades morreria
Se eu morresse amanhã!

Quanta glória pressinto em meu futuro!
Que aurora de porvir e que amanhã!
Eu perdera chorando essas coroas
Se eu morresse amanhã!

Que sol! que céu azul! que doce n'alva 
Acorda a natureza mais louçã!
Não me batera tanto amor no peito
Se eu morresse amanhã!

Mas essa dor da vida que devora
A ânsia de glória, o doloroso afã...
A dor no peito emudecera ao menos
Se eu morresse amanhã!

O Ultrarromantismo

Álvares de Azevedo é o nome mais importante do "Ultrarromantismo", também conhecido como a "Segunda Geração Romântica", quando os poetas deixaram em segundo plano os temas nacionalistas e indianistas e mergulharam no seu mundo interior.

Seus poemas falam constantemente do tédio da vida, das frustrações amorosas e do sentimento de morte. A figura da mulher aparece em seus versos, ora como um anjo, ora como um ser fatal, mas sempre inacessível.

Álvares de Azevedo deixa transparecer em seus textos, a marca de uma adolescência conflitante e dilacerada, representando a experiência mais dramática do Romantismo brasileiro.

Em alguns poemas, Álvares de Azevedo surpreende o leitor, pois além de poeta triste e sofredor, mostra-se irônico e com um grande senso de humor, que ri da própria poesia romântica. Álvaro de Azevedo não teve nenhuma obra publicada em vida. O livro Lira dos Vinte Anos foi a única obra preparada pelo poeta.

PARA SABER MAIS SOBRE ULTRARROMANTISMO: 
https://www.estudopratico.com.br/ultrarromantismo-caracteristicas-alvares-de-azevedo-e-cassimiro-de-abreu/

 
https://querobolsa.com.br/enem/literatura/ultrarromantismo
 

Livros de Álvares de Azevedo

    • Macário, obra dramática, (1850)
    • Lira dos Vinte Anos, poesia (1853)
    • A Noite na Taverna, prosa (1855)
    • O Conde Lopo, poesia (1866)

Poesias de Álvares de Azevedo

    • A Lagartixa
    • Adeus, Meus Sonhos
    • Ai, Jesus!
    • Amor
    • Anjinho
    • Anjos do Céu
    • Anjos do Mar
    • Canção da Sexta (LXI)
    • Cantiga
    • Canto Primeiro
    • Canto Segundo
    • Cismar
    • Desalento
    • Desânimo
    • Dinheiro
    • E Ela! E Ela! E Ela! E Ela!
    • Fragmentos de um Canto em Cordas de Bronze
    • Ideias Íntimas
    • Lágrimas da Vida
    • Lágrimas de Sangue
    • Luar de Verão
    • Malva Maçã
    • Meu Amigo
    • Meu Desejo
    • Meu Sonho
    • Na Minha Terra
    • No Mar
    • O Lenço Dela
    • O Poeta Maribundo
    • Oh! Páginas da Vida Que eu Amava
    • Pálida Inocência
    • Perdoa-me, Visão dos Meus Amores
    • Saudades
    • Se Eu Morresse Amanhã
    • Solidão
    • Sonhando
    • Tarde de Outono
    • Trindade
    • Último Soneto
    • Um Cadáver de Poeta
    • Vagabundo

Última atualização: 28/01/2020


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    Dilva Frazão
    Possui bacharelado em Biblioteconomia pela UFPE e é professora do ensino fundamental. 
    Desde 2008 trabalha na redação e revisão de conteúdos educativos para a web.


    ALGUNS LIVROS PARA DOWNLOAD
    Lira dos Vinte Anos – Álvares de Azevedo | Le Livros


    LIRA DOS VINTE ANOS  - CLIQUE AQUI

    Noite na taverna - Nova Alexandria - No Magalu - Magazine Luiza

    NOITE NA TAVERNA - CLIQUE AQUI

    Macário de Álvares de Azevedo

    MACÁRIO - CLIQUE AQUI


    CID MOREIRA INTERPRETA O POEMA:
    "SE EU MORRESSE AMANHÃ"

    NOITE NA TAVERNA COMENTADO:


    AULA SOBRE A SEGUNDA GERAÇÃO ROMÂNTICA OU ULTRARROMÂNTICA



    sexta-feira, 12 de junho de 2020

    BRÁULIO BESSA - ALGUNS POEMAS - CORDEL

    BRÁULIO BESSA

    BRÁULIO BESSA é considerado um dos maiores ativistas da cultura nordestina no mundo, levando a vida e os afetos do sertão ao público por meio de sua poesia, influenciada por Patativa do Assaré.


    TRAJETÓRIA DE BRÁULIO BESSA




    POEMAS DECLAMADOS NO PROGRAMA ENCONTRO COM FÁTIMA BERNARDES


    UMA DECLARAÇÃO DE AMOR


    BRÁULIO BESSA E MILTON NASCIMENTO


    CORDEL NORDESTINO

    O cordel nordestino é uma expressão popular que se caracteriza pela declamação de poemas. Esses textos rimados são impressos em folhetos e pendurados em cordas - os cordéis! - e vendidos em feiras livres.

    Esse tipo de arte costuma trazer temas regionais, personagens locais, lendas folclóricas, além de questões sociais.

    IN: https://www.culturagenial.com/cordel-nordestino-poemas/

    Para saber mais:

    https://www.todamateria.com.br/literatura-de-cordel/


    terça-feira, 9 de junho de 2020

    JOSÉ DE ALENCAR

    JOSÉ DE ALENCAR

    José de Alencar – Wikipédia, a enciclopédia livre

    Ocupação

    Romancista, jornalista, advogado e político brasileiro

    Data do Nascimento

    01/05/1829

    Data da Morte

    12/12/1877 (aos 48 anos)


    Biografia de José de Alencar

    José de Alencar (1829-1877) foi um romancista, dramaturgo, jornalista, advogado e político brasileiro. Foi um dos maiores representantes da corrente literária indianista. O principal romancista brasileiro da fase romântica.

    Destacou-se na carreira literária com a publicação do romance "O Guarani", em forma de folhetim, no Diário do Rio de Janeiro, que alcançou enorme sucesso e serviu de inspiração ao músico Carlos Gomes que compôs a ópera O Guarani. Foi escolhido por Machado de Assis para patrono da Cadeira nº. 23 da Academia Brasileira de Letras.

    Infância e Juventude

    José Martiniano de Alencar Júnior nasceu no sítio Alagadiço Novo, Messejana, Ceará, no dia 1 de maio de 1829. Filho de José Martiniano de Alencar, senador do império, e de Ana Josefina. Em 1838 mudou-se com a família para o Rio de Janeiro. Chegando em Salvador tomam um navio e seguem para a capital do Império.

    Com 10 anos, José de Alencar ingressou no Colégio de Instrução Elementar. Durante a noite, presenciava os encontros políticos de seu pai. Em sua casa, tramou-se a maioridade de D. Pedro II, decretada em 1840. Com 14 anos, José de Alencar foi para São Paulo, onde terminou o secundário e ingressou na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco.

    Em 1844, ao ver o sucesso do livro “A Moreninha” de Joaquim Manuel de Macedo, resolve que será escritor de romances. Entrega-se à leitura dos autores mais influentes da época, como Alexandre Dumas, Balzac, Byron, entre outros.

    Em 1847, com 18 anos, inicia seu primeiro romance "Os Contrabandistas", que ficou inacabado.. Em 1848 foi para Pernambuco, onde continuou seu curso na Faculdade de Direito de Olinda, concluído em 1851. De volta a São Paulo leva o esboço de dois romances históricos: “Alma de Lázaro” e “O Ermitão da Glória”, que só seriam publicados no fim da vida.

    Advogado, Jornalista e Primeiro Romance

    Ainda em 1851, José de Alencar volta para o Rio de Janeiro onde exerce a advocacia. Em 1854, ingressa no Correio Mercantil, na seção "Ao Correr da Pena", onde comenta os acontecimentos sociais, as estreias de peças teatrais, os novos livros e as questões políticas.

    Em 1855 assume as funções de gerente e redator – chefe do "Diário do Rio", onde publicou, em folhetim, seu primeiro romance "Cinco Minutos" (1856). No dia 1 de janeiro de 1857 começou a publicar o romance "O Guarani", também em forma de folhetim, que alcançou enorme sucesso e logo foi editado em livro.

    Vida Política

    Em 1858, José de Alencar abandonou o jornalismo para ser Chefe da Secretaria do Ministério da Justiça, chegando a Consultor com o título de Conselheiro, ao mesmo tempo em que lecionava Direito Mercantil.

    Em 1860, com a morte do pai, se candidata a deputado pelo Ceará, pelo partido Conservador, sendo reeleito em quatro legislaturas. Na visita a sua terra Natal se encanta com a lenda de "Iracema" e a transforma em livro.

    Em 1865, sob um pseudônimo, publicou “Cartas de Erasmo”, dirigidas ao imperador onde pintava a situação do país. Defendia um governo forte e propunha uma abolição gradativa da escravatura. Embora D. Pedro II não simpatizasse com Alencar, não se opôs a sua escolha para o Ministério da Justiça do Império.

    Em 1870 é eleito senador pelo Ceará, porém, com os conflitos com o Ministro da Marinha não foi o escolhido. Voltou para a Câmara, onde permaneceu até 1877, rompido com o partido Conservador.

    Literatura

    Mesmo no auge da carreira política, José de Alencar não abandonou a literatura. Em 1864, casa-se com Georgina, com quem teve quatro filhos, entre eles, Mário Alencar, que seguiria a carreira de letras do pai. Viu suas obras atacadas por jornalista e críticos que faziam campanha sistemática contra o romancista. 

    Triste e desiludido publica sob o pseudônimo de Sênio. Porém, a maioria o louvava. Durante toda sua vida procurou trazer para os livros as tradições, a história, a vida rural e urbana do Brasil. Famoso, a ponto de ser aclamado por Machado de Assis, como "o chefe da literatura nacional". José de Alencar morreu aos 48 anos no Rio de Janeiro vítima da tuberculose.

    José de Alencar faleceu no Rio de Janeiro, no dia 12 de dezembro de 1877.

    Características da Obra de José de Alencar

    Como romancista, José de Alencar escreveu uma variedade de obras em diferentes gêneros. Deixou romances indianistas, históricos, regionalistas e urbanos.

    • As principais realizações indianistas em prosa de nossa literatura são os três romances de José de Alencar: “O Guarani”, “Iracema” e “Ubirajara”.
    • O primeiro romance histórico de nossa literatura foi “As Minas de Prata”. Escreveu ainda: “A Guerra dos Mascates”, narrativa da famosa revolução de 1710.
    • Entre os romances regionalistas destacam-se “O Sertanejo” e o “Gaúcho”, que reproduzem costumes típicos e folclóricos dessas regiões.
    • Os romances urbanos caracterizam a Corte e o meio social carioca do Segundo Reinado, como: “A Viuvinha”, “Senhora”, “Lucíola” e “Encarnação”.

    Como poeta, José de Alencar escreveu o poema indianista “Os Filhos de Tupã”.

    Como teatrólogo destacam-se as comédias “Verso e Reverso”, “O Demônio Familiar” e “As Asas de um Anjo”.

    José de Alencar faleceu no Rio de Janeiro, no dia 12 de dezembro de 1877.

    Obras de José de Alencar

    • Cinco Minutos, romance, 1856;
    • Cartas Sobre a Confederação dos Tamoios, crítica, 1856;
    • O Guarani, romance, 1857;
    • Verso e Reverso, teatro, 1857;
    • A Viuvinha, romance, 1860;
    • Lucíola, romance, 1862;
    • As Minas de Prata, romance, 1862-1864-1865;
    • Diva, romance, 1864;
    • Iracema, romance, 1865;
    • Cartas de Erasmo, crítica, 1865;
    • O Juízo de Deus, crítica, 1867;
    • O Gaúcho, romance, 1870;
    • A Pata da Gazela, romance, 1870;
    • O Tronco do Ipê, romance, 1871;
    • Sonhos d'Ouro, romance, 1872;
    • Til, romance, 1872;
    • Alfarrábios, romance, 1873;
    • A Guerra dos Mascate, romance, 1873-1874;
    • Ao Correr da Pena, crônica, 1874;
    • Senhora, romance, 1875;
    • O Sertanejo, romance, 1875.
    Possui bacharelado em Biblioteconomia pela UFPE e é professora do ensino fundamental. Desde 2008 trabalha na redação e revisão de conteúdos educativos para a web.

    OUTRAS FONTES:






    TEMAS INDIANISTAS; TEMAS REGIONALISTAS; TEMAS URBANOS E TEMAS HISTÓRICOS


    ROMANCES ROMÂNTICOS 


    ALGUNS LIVROS PARA BAIXAR:

    ROMANCES INDIANISTAS:

    O GUARANI - CLICA AQUI

    IRACEMA - CLICA AQUI

    UBIRAJARA - CLICA AQUI


    ROMANCES URBANOS:

    A VIUVINHA - CLICA AQUI

    SENHORA - CLICA AQUI

    CINCO MINUTOS - CLICA AQUI

    LUCÍOLA - CLICA AQUI

    ENCARNAÇÃO - CLICA AQUI

    DIVA - CLICA AQUI

    A PATA DA GAZELA - CLICA AQUI


    ROMANCES REGIONALISTAS:

    O SERTANEJO - CLICA AQUI

    O GAÚCHO - CLICA AQUI

    TIL - CLICA AQUI

    ROMANCES HISTÓRICOS:

    AS MINAS DA PRATA PARTE 1 - CLICA AQUI

    AS MINAS DA PRATA PARTE 2 - CLICA AQUI

    AS MINAS DA PRATA PARTE 3 - CLICA AQUI

    A GUERRA DOS MASCATES - CLICA AQUI



    CARLOS GOMES
    CURIOSIDADES:

    A ópera “O Guarani”, criada por Carlos Gomes e baseada no livro homônimo de José de Alencar, foi o primeiro sucesso de uma obra musical brasileira no exterior. Carlos Gomes começou sua composição entre 1867 e 1868, mas ela só foi finalizada mais tarde e teve sua estréia no dia 19 de março de 1870, no Teatro Alla Scalla de Milão, na Itália.







    segunda-feira, 8 de junho de 2020

    INDICAÇÕES DE LEITURA

    INDICAÇÕES DE LEITURA:
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    O Pequeno Príncipe - Saraiva

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    Vidas Secas - Saraiva

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    A metamorfose - franz kafka - Lafonte - Outros Livros - Magazine Luiza

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    Livro O Diário De Anne Frank - Edição Ciranda Cultural # - R$ 28 ...

    Clicar no nome do livro: O DIÁRIO DE ANNE FRANK

    A Arte da Guerra

    Clicar no nome do livro: A ARTE DA GUERRA

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    Clicar no nome do livro: A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS

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    CLÁSSICOS EM QUADRINHOS

    ALGUMAS INDICAÇÕES DE LEITURA PARA INICIANTES:


    Introdução ao libertarianismo: 5 livros fundamentais








    LISTA DAS LEITURAS OBRIGATÓRIAS PARA O INGRESSO EM 2022 NA USP E NA UNICAMP

      LISTA DAS LEITURAS OBRIGATÓRIAS PARA O INGRESSO EM 2022 NA USP E NA UNICAMP USP - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 1 – Poemas Escolhidos , de Gre...